22 fevereiro 2010

As palavras em Mim


Espírito que clama por aquilo que ele é. Dor que arrebata tudo dentro e altera tudo fora de mim.
Há uma necessidade de se expressar quase muda que se cala por imposição.
Não posso fugir do que é essência.
O ser que sou busca o trancendental. Busca o que é luz, busca o que é floresta e rio, o que é pássaro e liberdade.
Estar nas pedras dilacera a minha alma. Conviver com "não lobos" não é vida. É prisão.
Não estou aqui para competir com homens. Estou aqui para ajudá-los no caminho. Não sou um deles e essa imposição traz dor e desconforto que eu não sentia de onde vim e para onde vou. Me desequilibra.
Não se prende um lobo. Ele morre.
Não se questiona um instinto. Ele não se cala.
Não se pergunta porquês. Eles confundem intuição.
Sei que sou. Sei que tenho e sei que quero.
Vou buscar até a última gota de meu sangue. Até o úiltimo clamar de minha alma.
Não quero saber o que é apego. Não quero sabero que é de concreto.
Não sou daqui e quero voltar pro meu lugar.
Ainda fico pelo meu instinto materno. Esse não se perde nem se corrompe. Sou mãe de homens e lobos.
Me ensina, Espírito Maior, a viver e fazer o que eu preciso por aqui ou me leva de volta ao meu ser. É lá que quero estar.
Meu lar não é aqui.
E eu não sou o que me vêem.
Que a minha Grande Mãe Gaia me acolha no seu centro e me leve em pensamento e em sentimento pra dentro de mim mesma e que eu não me perca nesse mar de pessoas que nada sabem ou nada querem ver.
Quero cumprir o que vim cumprir.
Que as Forças Superiores me iluminem nesse meu caminho, para que o que é pedra vire pó e o que é essência se eleve e limpe.
Sou eu, não morri, estou aqui.

Minhas irmãs, não se percam nos caminhos em que andam. Busquem defender sempre essa voz que nos fala. Ela é verdadeira.
Se nos chamarem de loucas, não se deve ouvir àqueles que são duros. Que não sabem desse propósito maior.
Lembrem-se do cálice e do fogo. Das perseguições vencidas. Das caravanas juntas. Das danças em volta do fogo. E vamos nos fortalecer por sabermos que somos imortais e um dia estaremos todos juntos novamente. E assim, falaremos nossa língua, brindaremos nosso povo, compartilharemos nossas colheitas. E ouviremos uma única voz.

Ahô Metaquiase!
POR TODAS AS NOSSAS RELAÇÕES!